Como criar uma startup no Brasil? Confira nosso passo a passo

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Se você já pensou em ter o próprio negócio, deve saber que não é algo simples. Isso, porque não existe uma fórmula padrão que funciona para tudo: empreender exige muito teste, vontade e dedicação. Com startups não é diferente, mas, ainda assim, é possível obter dicas valiosas que podem ajudar a dar os primeiros passos em direção ao sucesso. 

Mas o que exatamente é uma startup? Startup é um modelo de negócio de crescimento rápido, que geralmente oferece um produto ou serviço inovador com o objetivo de trazer a solução para algum problema ou dor – no caso, a dificuldade do público-alvo perante esse problema. Engana-se, no entanto, quem pensa que ter uma ideia brilhante é meio caminho andado… Muito pelo contrário, é só o começo! 

Apesar de ser uma jornada emocionante, criar uma startup do zero não é nada fácil. Geralmente, as empresas que ascenderam rápido, chegando a valer milhões em pouco tempo, tiveram uma infraestrutura boa e muito suor por trás do sucesso. Afinal, não existe startup de uma pessoa só ou que surge de um dia para o outro. 

Naturalmente, você irá se deparar com dificuldades de todos os tipos em sua jornada empreendedora: financeira, estratégica e até como montar a sua equipe. Mas veja pelo lado bom! O custo para lançar uma startup tem diminuído progressivamente e nunca foi tão fácil empreender. Segundo uma pesquisa realizada pela CB Insights, de 2000 até 2011, a despesa ao lançar uma startup de tecnologia caiu drasticamente nos Estados Unidos. 

Portanto, é possível dizer que, em relação ao investimento inicial, estamos em um momento bem favorável para a criação de uma startup. Mas como fazer isso? Só o custo inicial não constrói uma empresa do nada, é preciso conhecimento: tanto em empreendedorismo, quanto em marketing e vendas, gestão, entre outros.  

Você está pronto para ser um empreendedor? 

Essa é a primeira pergunta que você deve se fazer, pois vida de empreendedor não é tarefa fácil! Você dificilmente terá a segurança que um emprego normalmente tem, nem sempre o retorno do investimento é garantido e sua dedicação deve ser quase exclusiva – uma vez que, no começo, você pode até conseguir conciliar o seu trabalho junto com os primeiros passos da sua startup, mas isso terá que mudar quando os seus negócios ficarem mais sólidos. 

Além dessas dificuldades iniciais, outras poderão surgir, como saber gerenciar seu time, que, por sinal, é indicado ser um grupo que se complementa. Para isso, tenha alguém bom em cada uma das áreas, sendo as mais relevantes: marketing, tecnologia, negócios e design. Sem uma equipe forte, sua startup pode acabar antes mesmo de começar. 

Então, antes de dar o passo decisivo em direção ao empreendedorismo, reflita se você realmente tem a estrutura e a vontade de entrar nessa aventura incerta e emocionante. 

Os estágios de uma startup 

Se você acredita que está preparado, quanto mais souber sobre a criação de uma startup, melhor. Não é possível afirmar que toda empresa passará pelos mesmos processos, pois cada uma é única e tem suas dificuldades e vantagens específicas. No entanto, existem algumas etapas básicas e padrões pelos quais é quase certeza que uma startup passará. 

1º Hipótese 

Tudo começa com uma ideia e essa etapa é quando o estalo inicial começa a tomar forma. Como futuro empreendedor, você deve começar a pensar melhor sobre o problema e a solução, assim como outras variáveis do seu projeto. 

2º Validação 

Tudo começa com uma ideia e essa etapa é quando o estalo inicial começa a tomar forma. Como futuro empreendedor, você deve começar a pensar melhor sobre o problema e a solução, assim como outras variáveis do seu projeto. 

3º Negócio 

A validação deu certo, agora é hora de entrar no mercado e procurar pelo encaixe perfeito entre o seu produto e os primeiros clientes.  

4º Escala 

Sua startup está funcionando e seu produto conseguiu achar um nicho no mercado. Mas e o seu modelo de negócios?  É preciso pensar em como fazê-lo ser repetível para crescer rapidamente.  

Fatores fundamentais 

Saber os estágios pelos quais as startups passam é bom para ter uma noção do caminho a ser percorrido. No entanto, esse caminho possui muitas curvas e desafios se você quiser alcançar o sucesso. Para evitar tropeçar em qualquer pedra, é importante não deixar de lado fatores que são fundamentais para o crescimento da sua startup.   

Público-alvo 

Antes de tudo, certifique-se que você sabe quem é o seu público-alvo: qual a faixa etária, sexo, profissão, enfim, o máximo de dados possíveis que conseguir arrecadar. Acredite, isso será extremamente útil, pois sabendo quem ele é, você sabe do que ele gosta e faz e, como isso, pode moldar o seu produto para ficar cada vez melhor para seu usuário e também ter mais chances de criar um modelo de negócios inovador. 

É junto com o público-alvo que você deve criar o seu produto e, para isso, é fundamental sempre procurar feedbacks dos usuários, assim como usar e abusar de pesquisas. Lembre-se: quanto mais você se aproximar e procurar saber tudo sobre ele, melhor! 

Isso também serve para ajudar na definição do seu problema, pois saber explicar exatamente o que você está tentando resolver pode ser mais difícil do que parece… E não adianta começar pela solução, ela não necessariamente deixa clara a questão. Por isso, se você tiver dificuldade em definir o seu problema, a melhor opção é fazer uma pesquisa com seu público-alvo: são essas as pessoas que vão saber exatamente como explicar a dor que sentem frente a essa dificuldade. 

Conclusão: tenha certeza qual é o perfil do seu público e você terá grande parte do caminho andado.  

Marketing e Vendas 

Está pensando em poupar dinheiro e, ao invés de investir em ferramentas de marketing e vendas, criar uma ideia tão boa que ela vai viralizar sozinha? Não conte com isso, principalmente por causa de dois revezes: um, a chance disso acontecer é muito pequena, e dois, mesmo se acontecer será momentâneo, pois dificilmente você irá conseguir fazer virais sempre. 

Por isso, é recomendado – e muito! – investir em marketing e vendas. Como já foi mencionado, o ideal é ter pelo menos um profissional na equipe voltado para essa área. Se isso não for o caso, é hora de correr atrás e aprender o que esses conhecimentos têm de diferente entre si e como podem ser benéficos para a sua empresa. 

Marketing é o que vai gerar leads e oportunidades de negócios. Em startups, é mais focado em métricas e geração de clientes. Existem várias formas de fazer isso acontecer. Uma delas, por exemplo, é o marketing de conteúdo: por meio dele, você gera conteúdo relevante, que enderece dores e identifique o que o seu cliente quer. 

Já as vendas agem mais diretamente na distribuição do produto. Para isso, existem três principais modelos de vendas: self-service (o cliente entra no site e compra sozinho sem interagir com ninguém), telemarketing (um vendedor divulga o produto por telefone) e field sales (um vendedor vai pessoalmente até o cliente fazer a oferta). Mas qual é o melhor para a sua startup? Isso depende do seu processo de vendas e das principais métricas que você tem até o momento. 

Marketing e vendas também necessitam de testes: experimente aos poucos as ferramentas que parecem se adequar melhor aos seus negócios antes de investir muito dinheiro nisso. Assim que tiver certeza do que responde melhor, invista e sempre fique de olho nos números.  

Pitch 

O pitch é a compilação das informações mais importantes da sua startup. Geralmente utilizado para conseguir investimentos, ele também pode ser uma forma de atrair outras oportunidades, como um possível sócio, clientes, entre outros. O objetivo do pitch não é só conseguir o investimento de fato, mas chamar a atenção de quem interessa! 

Se você quiser saber como fazer um pitch, baixe o nosso eBook gratuito: Como fazer um bom pitch para atrair investidores.  

Investidores 

Apesar de ser tentador ir atrás de investidores logo no início do seu projeto, não faça isso. Os investidores dificilmente vão se interessar por uma startup que está baseada somente em ideias e não em dados. O porquê disso é muito simples: quanto mais cedo o investimento, maior o risco! Consequentemente, o valor investido será bem menor, já que as chances de não dar certo são grandes. Por isso, mesmo que você consiga um investidor interessado logo no início, procure segurar a ansiedade: é muito mais vantajoso validar o seu produto antes para conseguir um investimento maior lá na frente. 

São três os principais tipos de investimento: investidor anjo, seed money e series A. O investidor anjo é uma pessoa física que está mais disposta a arriscar, geralmente tendo disponível de R$100 a R$300 mil. O seed money está acima do investidor anjo, uma vez que é um fundo de capital que capta de vários investidores e tem como objetivo tracionar o produto para a empresa que quer escalar. Geralmente, disponibiliza capital a partir de R$ 500mil. Por fim, o series A é voltado para empresas que querem expandir o mercado, por exemplo, ir para outros países, e fornece investimentos a partir de R$ 2 milhões. 

Por mais que investidores também sejam mentores das empresas que capitalizam, não se pode esquecer um fator fundamental: eles querem investir onde o dinheiro vá – ou tenha mais chances de – se multiplicar. Dessa forma, antes de dar o primeiro passo para conseguir um investimento, valide seu produto e tenha métricas otimistas.  

Gestão 

Gerir tudo isso pode ser difícil, mas não é impossível! Certifique-se que você está conectado com tudo: desde um bom relacionamento com a equipe até com seu cliente. Evite focar somente no desenvolvimento do produto, os fatores citados anteriormente, como marketing e vendas, são tão importantes quanto. Não esqueça que:  

  • Ideia genial não é suficiente 
  • Conheça seu público-alvo e mercado 
  • Controle bem as finanças 
  • Jamais vá para a zona de conforto 

Gestão é um item muito importante, pois, segundo a Fundação Dom Cabral, 25% das startups morrem no primeiro ano de vida, e a metade delas, em 4 anos. As causas para isso ocorrer seriam três: excesso de sócios, muito investimento inicial e onde a empresa está instalada. 

Não é indicado construir uma startup sozinho, mas ter muitas pessoas à frente dos negócios pode atrapalhar. Quanto mais fundadores, as chances de divergência nos interesses pessoais e profissionais aumentam em 1,24 vezes, levando a problemas de relacionamento entre eles. Por isso, o indicado é ter uma média de 3 sócios por empresa. 

A pesquisa também mostrou que as startups que tem dinheiro para cobrir os custos de 2 meses a um ano são 3,2 vezes mais suscetíveis a desaparecer do que as que têm capital para somente um mês. Aqui é questão de foco: quando os recursos são abundantes, podem ocorrer gastos desnecessários. 

Por fim, se a startup está em uma incubadora ou aceleradora a chance dela morrer é 3,45 vezes menor do que se ela estiver em um escritório próprio. Sem dúvida, ter o auxílio financeiro e também a ajuda de mentores na área são combinações certeiras. 

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