Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

Dólar bate recorde no plano Real

O dólar segue subindo e descendo de acordo com boletins médicos. Na noite passada, o líder das pesquisas de intenção de votos, Jair Bolsonaro (PSL), passou por nova cirurgia e voltou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Assim, o candidato deve ficar de fora de “agendas de rua” ao menos no primeiro turno da campanha. Com Bolsonaro fragilizado, cresce, na visão dos analistas, a chance de um candidato de esquerda levar as eleições no segundo turno. As novas preocupações com o cenário eleitoral doméstico fizeram com que o dólar avançasse 1,21% nesta quinta-feira e batesse a máxima recorde do Plano Real, a 4,1957 reais na venda. Até então, o recorde era de 21 de janeiro de 2016, quando terminou em 4,1655 reais. Neste mês, o dólar já subiu 3,03% ante o real. Nesta quinta-feira, marcou a máxima de 4,2069 reais e a 4,1245 reais na mínima do dia, logo depois da abertura dos negócios.

Sinais de otimismo

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou que sua campanha já mostra sinais de crescimento e ressaltou que ninguém pode se sentir já garantido no segundo turno. “Está claro que está embolado o segundo lugar, mas nós estamos crescendo e com rejeição caindo”, disse. “Vou conquistar o eleitor com mensagens fortes sobre recuperação de emprego, dizendo que não tem caminho sem reformas. Temos hoje um populismo de esquerda e um de direita”, criticou, ao se referir aos adversários Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Apesar de falar em sinais de crescimento, Alckmin não tem conseguido sair do grupo de candidatos que brigam pelo segundo lugar na corrida presidencial. A última pesquisa eleitoral, do instituto Paraná Pesquisa, mostrou Alckmin com 8,7% das intenções de voto, atrás de Bolsonaro, Ciro Gomes e Marina Silva. “As últimas eleições foram decididas nos últimos 15 e até sete dias… tem gente que muda até no dia… acho que está totalmente aberto”, avaliou. “O eleitor medita, reflete, ouve sabatinas e decide o voto.”

Protofascistas

O candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a atacar o concorrente do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (13). Depois que Haddad foi confirmado na terça-feira pelo PT como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa presidencial do partido, Ciro tem feito críticas ao ex-prefeito de São Paulo, com que disputa uma mesma fatia do eleitorado. Em entrevista coletiva, Ciro Gomes afirmou que Haddad não tem “garra” para enfrentar o atual momento político da vida brasileira em que o país enfrenta, segundo o pedetista, a ameaça de um “fenômeno protofascista”. “Ele não conhece o Brasil, não tem experiência, ele não tem a garra necessária nesse momento difícil da vida brasileira, em que nós estamos na véspera de um fenômeno protofascista”, disse Ciro, em uma aparente referência velada ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas para a eleição de outubro. O candidato participou do ciclo de reuniões na Academia Brasileira de Ciências, no centro do Rio de Janeiro, para apresentar propostas para as áreas de ciência, tecnologia e inovação, disse que pretende destinar uma fatia de 2% do PIB para esse setor.

MP: Richa é o líder

Os promotores do Ministério Público do Paraná fundamentaram o pedido de prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB), e afirmaram que ele é o “líder da organização criminosa investigada e principal destinatário das propinas pagas pelos empresários” detidos na Operação Radiopatrulha. A decisão do juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara do Paraná, que pôs o ex-governador em prisão temporária, tem como base delações, depoimentos e áudios em que o tucano é flagrado questionando suposto atraso de “pagamento” ao doleiro Tony Garcia, delator da Operação Lava Jato. Richa e outros 16 acusados foram alvo nesta terça-feira, de duas operações – a do MPE e uma da Polícia Federal. Na quarta-feira, a Justiça negou seu pedido de liberdade.Em áudio de escuta ambiental, Tony questiona Richa se tem falado com o empresário Celso Frare, um dos suspeitos de integrar o esquema de fraude à licitação. “Ele não acertou o negócio aí”, diz o doleiro a Richa. O tucano responde: “Ah! Ele me agradeceu, já entrou um tico-tico lá que ‘tava’ atrasado, obrigado”.

Toffoli assume STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antônio Dias Toffoli, se tornou o mais novo presidente da história do Supremo, nesta quinta. Ele substitui a ministra Cármen Lúcia, que ontem se despediu do cargo que ocupou por dois anos afirmando estar feliz por estar sendo promovida a juíza. Toffoli tomou posse no Supremo em 2009, e desde então teve sua trajetória acadêmica constantemente contestada por juristas (o ministro não tem nem mestrado). Toffoli afirmou que planeja iniciar também uma agenda regular de reuniões com os chefes do executivo e do legislativo para discutir a agenda nacional. Suas decisões favoráveis a políticos como José Dirceu e Paulo Maluf fizeram o jurista Modesto Carvalhosa criar uma petição online contra sua posse — ela já conta com 400.000 assinaturas. Além disso, o ministro terá o desafio de afastar a imagem de uma corte de costas para os interesses nacionais. O STF ainda não condenou, por exemplo, nenhum político na operação Lava-Jato.

Varejo em inesperada queda

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, nesta quinta-feira (13), as vendas no varejo do Brasil, que caíram inesperadamente em julho e registraram o pior resultado para o mês em dois anos. As vendas varejistas caíram 0,5% em julho sobre junho, terceiro resultado negativo seguido, e foram, segundo o instituto, pressionadas principalmente por móveis e eletrodomésticos, enfatizando a cautela e incertezas dos consumidores em meio ao cenário de atividade econômica mais fraca. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas tiveram queda de 1,0%, também o pior julho desde 2016 (-5,6%) e interrompendo 15 resultados positivos seguidos, com projeção de avanço de 1,2%. Em meio ao cenário de atividade econômica lenta e desemprego ainda alto, o setor varejista viu em julho queda no volume de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas sobre o mês anterior.

Fundo filantrópico

O presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, lançou o Bezos Day One Fund, uma nova iniciativa filantrópica, com um compromisso inicial de 2 bilhões de dólares para ajudar famílias sem teto e criar pré-escolas para comunidades de baixa renda. O fundo será dividido entre o Day One Families Fund e o Day One Academies Fund. O Academies Fund lançará e operará uma rede de pré-escolas de alta qualidade, com bolsa integral e que aplicarão o método de ensino Montessori em comunidades carentes. Em seu Twitter, o homem mais rico do mundo afirmou que o Families Fund vai emitir fundos anuais de liderança para organizações e grupos cívicos que realizam trabalhos compassivos e direcionados para fornecer abrigo e alimentação para atender às necessidades imediatas de famílias jovens. Bezos tem, atualmente, uma fortuna estimada em mais de 160 bilhões de dólares.

Trump questiona mortes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o saldo oficial de 3.000 mortes causadas por furacões no ano passado em Porto Rico. Trump se irritou com as críticas à maneira como seu governo lidou com o desastre de Porto Rico, no momento em que outro furacão, o Florence, se dirige para o sudeste dos Estados Unidos nesta quinta-feira. O presidente americano ainda acusou democratas de inflarem o número, que na realidade foi divulgado em um estudo acadêmico independente. Segundo ele, os números foram divulgados para me fazer parecer o pior possível”. Em seu Twitter, Trump ainda disse que as 3.000 pessoas não morreram nos dois furacões que atingiram Porto Rico. “Quando eu deixei a ilha, DEPOIS da tempestade ter atingido, eles tinham algo entre 6 e 18 mortes. À medida que o tempo passou não subiu muito. Então, muito tempo mais tarde, começaram a relatar números realmente grandes, como 3.000″. Porto Rico estava se recuperando do furacão Irma quando o furacão Maria atingiu o país em setembro de 2017, destruindo estradas e pontes e deixando grande parte da ilha caribenha sem eletricidade por meses. Os tuítes revoltaram Carmen Yulín Cruz, prefeita de San Juan, capital de Porto Rico, que criticou duramente o presidente. “É esta a aparência da negação depois da negligência: senhor Pres, no mundo real pessoas morreram sob seus cuidados. SUA FALTA DE RESPEITO É ASSOMBROSA!”, afirmou.

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