Fórmula 1 e 3M acirram briga por causa de seus logos semelhantes

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São Paulo – O antigo logo da Fórmula 1, que trazia uma bandeira tremulante e o número 1 escondido dentro do desenho era muito bom e querido entre os fãs do esporte. No final de 2017, a marca resolveu mudar, trazendo um logo de traços mais simplificados, redondos e modernos, a ser usado a partir de 2018. O problema é que ele já existia.

Claro que a empresa não sabia disso. Mas a 3M (aquela dos post-its) já tinha uma marca de tecido compressor e suportes de joelho e tornozelo chamada Futuro com um logo quase idêntico, com a letra F estilizada. É, de fato, muita coincidência.

Desde o começo do ano, estava claro que as duas marcas iriam entrar em uma longa briga. Em janeiro, a 3M entrou com um processo de trademark contra a F1 por conta do desenho similar.

Pensando em linha do tempo, a 3M, sim, chegou primeiro. Em fevereiro de 2017 ela entrou com um pedido de registro de marca para seu logo com reconhecimento em todo o território europeu. O pedido foi aprovado em junho daquele ano.

Já a F1 revelou seu novo logo em novembro, com criação da agência Wieden+Kennedy. Naquele mês, ela entrou com um pedido de registro de marca na European Union of Intellectual Property Office (EUIPO), mas ele foi recusado.

A mudança faz parte da estratégia de re-branding da firma de investimentos Liberty Media, que passou a controlar o Formule 1 após pagar US$ 4,6 bilhões.

Agora, as duas marcas entram em um novo capítulo da disputa.

No fim de maio, a 3M se opôs oficialmente ao pedido de registro da F1, dizendo que esta última deveria parar de usar o desenho, sob risco de multa. A 3M pede que a F1 remova seu logo de suas roupas e também de outros produtos e serviços, dado que o desenho pode confundir o público.

Do outro lado, a F1 busca registrar seu novo logo para aplicá-lo em 26 categorias diferentes (de 45 ao todo, onde um logo pode ser registrado), como eventos esportivos, ingressos, games e televisão. A proibição do logo, claro, seria um desastre para a marca e seus parceiros, que teriam prejuízos com seus materiais de marketing.

Além do problema do desenho similar, o fato de a F1 querer colocar o logo em roupas registradas é o seu principal calo, já que a marca Futuro da 3M é, justamente, de vestimentas corporais.

Agora, a EUIPO tem dois meses para responder ao pedido da 3M contra a F1.

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