Grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” sofre ataque de hackers

São Paulo – O grupo de Facebook “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” sofreu um ataque de hackers e ficou fora do ar na noite deste sábado (15).

“O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras”, informou o Facebook.

De acordo com relatos de membros do grupo, que já passava de 2 milhões de participantes, inicialmente o nome da página foi alterado para “Mulheres com Bolsonaro #17”.

Segundo o El País, administradoras do grupo relatam contas invadidas já na sexta-feira (14). Elas dizem ter recebido mensagens com dados pessoais, como forma de intimidação, junto com a exigência de retirar o grupo do ar.

O ocorrido foi comentado no Twitter por Manuela D’Ávila, candidata a vice-presidente pelo PCdoB na chapa liderada por Fernando Haddad (PT).

Histórico

O grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” foi criado como forma de mobilização contra a candidatura do PSL, que lidera atualmente as pesquisas eleitorais.

“Ele representa tudo que é de atraso na luta pelos direitos das mulheres, ele ataca diretamente a licença maternidade, a diferença salarial entre homens e mulheres”, afirmou a publicitária Ludmilla Teixeira, uma das criadoras do grupo, em entrevista a EXAME na semana passada.

O candidato é líder em rejeição na população em geral, e de acordo com o professor de ciência política Jairo Nicolau, da UFRJ, nas últimas eleições “não há casos de um candidato à Presidência com uma discrepância tão grande” entre votos de homens e mulheres.

Entre as iniciativas do grupo estão mobilizações de rua: uma delas, prevista para o dia 29 de setembro no Largo da Batata, já conta com 57 mil confirmados.

Uma resposta virtual foi criada na forma do grupo de apoio Mulheres com Bolsonaro #17 (oficial).

A gente é a favor da direita conservadora e da política militar. Achamos que com o Bolsonaro vai melhorar muito a segurança e as leis vão ficar mais firmes”, disse a estudante de enfermagem de 23 anos, Raquel Codá, que mora no Rio de Janeiro, a EXAME.

O candidato segue hospitalizado após uma facada durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG) na quinta-feira (06).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *