Primeiro Demo Day do JA Startup em São Paulo reúne pitches de alto nível

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HP, Google, Uber, AirBnB, Spotify, Netflix. Apesar de serem de áreas distintas, essas empresas têm algumas coisas em comum, como o fato de que revolucionaram indústrias e nasceram como ou são startups atualmente. O que nem todos sabem é que várias empresas que seguem esses padrões nem sempre começaram no topo. A HP, por exemplo, nasceu em uma garagem e seus fundadores tinham somente US$ 500 no bolso.

Pode-se dizer que as startups são prova de que negócios bilionários e revolucionários podem nascer mesmo nos lugares mais incomuns. Um deles é a escola.

É a partir dessa ideia que começou o JA Startup, programa que ensina empreendedorismo para adolescentes que surgiu a partir da parceria da Junior Achievement, Gerdau e StartSe. O programa tem duração de 8 semanas, nas quais os alunos são separados em grupos para criarem startups, que encerram em um Demo Day, quando eles fazem a apresentação do pitch.

Segundo Junior Borneli, cofundador da StartSe, a importância do projeto está exatamente em promover a inovação em todos os lugares: “Nosso papel é mostrar que não existem barreiras para inovar. Startups muitas vezes nascem em lugares inesperados, por exemplo, o Spotify nasceu na Suécia, um país pequeno de 9 milhões de habitantes, e hoje tem 140 milhões de usuários”.

No primeiro semestre de 2018, o programa foi levado a 5 novas turmas, sendo uma delas em Belo Horizonte, outra no Rio de Janeiro, Recife e duas em São Paulo. Todas as turmas contaram com mentoria de alumnis, participantes de edições passadas das Missões StartSe, ao longo do processo.

A primeira turma a se formar em São Paulo foi a da ETEC Guaracy Silveira e teve o Demo Day no último sábado, quando seis grupos subiram ao palco, apresentando soluções para os problemas mais variados. Ao contrário do que se poderia esperar, os jovens, que tinham entre 15 e 18 anos, fizeram pitches dignos de aplausos e à altura de profissionais. Não só os grupos buscaram informações de possíveis concorrentes, como também foram atrás de tamanho do mercado, o quanto de capital seria preciso levantar e qual o destino seria dado para o investimento.

No final da manhã, foram anunciados os projetos que se destacaram. Eles foram: em terceiro lugar a Re, uma startup focada em facilitar a escolha de restaurantes pelos usuários, em segundo, Triaplus, um software que visa ajudar hospitais na triagem de pacientes aguardando atendimento, e em primeiro, a CultureSP, aplicativo que visa indicar programações culturais para os usuários levando em consideração o seu perfil.

O caminho até o Demo Day consistiu de muito aprendizado. “Acho que a melhor coisa foi o jeito que a gente começou, porque não conhecíamos muito do assunto, mas conforme as aulas foram avançando e as conversas com os mentores também, ajudou bastante!”, revela Giovana Oliveira, integrante do CultureSP.

Agora, o time da Culture SP, formado pelos alunos Gabriel Belizario, Guilherme Rocha, Julia Mattos, Giulia Barbon e Giovana Oliveira, terá que se preparar para uma competição nacional de pitches com os ganhadores de outros ciclos. Mas, de qualquer forma, os alunos garantem que a experiência acrescentou muito para entender o que eles pensam para o futuro.

“Acho que [o programa] validou uma ideia, porque aqui no Guaracy nós temos vários cursos diferentes, por exemplo, eu faço marketing e estava pensando em entrar nessa área. Essa experiência validou a minha ideia: é o que eu quero fazer”, afirmou Gabriel Belizario.

O projeto não para por aí: no segundo semestre de 2018, o JA Startup será levado para ainda mais Estados e instituições de ensino, visando capacitar o máximo de alunos possível ao redor do Brasil.

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